quarta-feira, 12 de agosto de 2015

HEMIPARESIA INFANTIL






HEMIPARESIA, O QUE É?

É uma condição neurológica que impede o movimento de uma metade do corpo, mas sem paralisia, por isso, é um menor grau do que hemiplegia  (paralisia total e afeta uma criança em cada mil nascimentos).

Ocorre que o cérebro tem duas metades ou hemisférios (esquerda-direita) e cada hemisfério do cérebro controla a metade oposta do corpo; hemiparesia como "esquerda" e "direita", dependendo da metade do corpo afetada e não sobre o local da lesão cerebral é identificado. Assim, falamos de hemiparesia "certo" quando o envolvimento impede o movimento da mão e / ou pé direito, ainda que a lesão é no hemisfério esquerdo do cérebro, e vice-versa.

Hemiparesia infantil é uma forma leve de paralisia cerebral (PCI - Paralisia Cerebral Infantil),  e pode acarretar  distúrbio  motor associados ao sensorial, cognitivo, comunicação, problemas de percepção e / ou comportamentais, e às vezes para a epilepsia. Estima-se que a prevalência geral de paralisia cerebral é de aproximadamente entre 2 e 3 por 1000 nascidos vivos.

O POTE VAZIO: APRENDER SOBRE HONESTIDADE

Nada melhor do que uma boa história...





Há muito tempo, na China, vivia um menino chamado Ping, que adorava flores. Tudo o que ele plantava florescia maravilhosamente. Flores, arbustos e até imensas árvores frutíferas desabrochavam como por encanto.

Todos os habitantes do reino também adoravam flores. Eles plantavam flores por toda a parte e o ar do país inteiro era perfumado.
O imperador gostava muito de pássaros e outros animais, mas o que ele mais apreciava eram as flores. Todos os dias ele cuidava de seu próprio jardim.
Acontece que o imperador estava muito velho e precisava escolher um sucessor.
Quem podia herdar seu trono? Como fazer essa escolha?
Já que gostava muito de flores, o imperador resolver deixar as flores escolherem.
No dia seguinte, ele mandou anunciar que todas as crianças do reino deveriam comparecer ao palácio. Cada uma delas receberia do imperador uma semente especial. – Quem provar que fez o melhor possível dentro de um ano – ele declarou – será meu sucessor.
A notícia provocou muita agitação. Crianças do país inteiro dirigiram-se ao palácio para pegar suas sementes de flores.
Cada um dos pais queria que seu filho fosse escolhido para ser o imperador, e cada uma das crianças tinha a mesma esperança.
Ping recebeu sua semente do imperador e ficou felicíssimo. Tinha certeza de que seria capaz de cultivar a flor mais bonita de todas.
Ping encheu o vaso com terra de boa qualidade e plantou a semente com muito cuidado.
Todos os dias ele regava o vaso. Mal podia esperar o broto surgir, crescer e depois dar uma linda flor.
Os dias se passaram, mas nada crescia no vaso. Ping começou a ficar preocupado. Pôs terra nova e melhor num vaso maior. Depois transplantou a semente para aquela terra escuta e fértil. Esperou mais dois meses e nada aconteceu. Assim se passou o ano inteiro.
Chegou a primavera e todas as crianças vestiram suas melhores roupas para irem cumprimentar o imperador. Então correram ao palácio com suas lindas flores, ansiosas por serem escolhidas.
Ping estava com vergonha de seu vaso sem flor. Achou que as outras crianças zombariam dele por que pela primeira vez na vida não tinha conseguido cultivar uma flor.
Seu amigo apareceu correndo, trazendo uma planta enorme:
- Ping, disse ele, você vai mesmo se apresentar ao imperador levando um vaso sem flor? Por que não cultivou uma flor bem grande como a minha?
- Eu já cultivei muitas flores melhores do que a sua, disse Ping.
- Foi essa semente que não deu nada.
O pai de Ping ouviu a conversa e disse:
- Você fez o melhor que pôde, e o possível deve ser apresentado ao imperador.
Ping dirigiu-se ao palácio levando o vaso sem flor.
O imperador estava examinando as flores vagarosamente, uma por uma. Como eram bonitas! Mas o imperador estava muito sério e não dizia uma palavra.
Finalmente chegou a vez de Ping. O menino estava envergonhado, esperando um castigo. O imperador perguntou:
- Por que você trouxe um vaso sem flor?
Ping começou a chorar e respondeu:
- Eu plantei a semente que o senhor me deu e a reguei todos os dias, mas ela não brotou. Eu a coloquei num vaso maior com terra melhor, e mesmo assim ela não brotou. Eu cuidei dela o ano todo, mas não deu nada. Por isso hoje eu trouxe um pote vazio. Foi o melhor que eu pude fazer.
Quando o imperador ouviu essas palavras, um sorriso foi se abrindo em seu rosto e ele abraçou Ping. Então ele declarou para todos ouvirem:
- Encontrei! Encontrei alguém que merece ser imperador!
- Não sei onde vocês conseguiram essas sementes, pois as que eu lhes dei estavam todas queimadas. Nenhuma delas poderia ter brotado. Admiro a coragem de Ping, que apareceu diante de mim trazendo a pura verdade. Vou recompensá-lo e torná-lo imperador deste país.

COMPARTILHAR SABERES






Os profissionais da área educacional, têm o compromisso de compartilhar aquilo que aprendem, seja com seus pares, seja com seu alunos. Em linhas gerias, nas últimas décadas, o desenvolvimento tecnológico tornou-se vultuoso e as informações tornaram-se mais acessíveis.
Há quem defenda  a ideia sobre o desenvolvimento tecnológico nos últimos 35 anos, bem como os sucessivos períodos em que tal aconteceria no futuro, de 5 em 5 anos, ou quem sabe, em intervalos menores. Na Educação, todo conhecimento superior a dez anos, estaria obsoleto.
Percebo a que a tecnologia adentra nos nossos costumes e mudam significativamente as nossas vidas. Não estou enfatizando apenas as mídias. Impossível  pensar em nossa vida sem luz elétrica, sem telefone...homem e sociedade se modificam mutuamente, este eixo gira o mundo!
 A efervescência das relações e de todas as gerações (X, Y e Z) faz-se diante dos pacote Windows, das infinitas redes sociais e seus inúmeros aplicativos, das conexões e das relações a estes vinculadas. É o mundo dos super conectados!
Eis a grande questão: Em 2008,  a crise dos EUA fortaleceu o compartilhamento 'de coisas'. E hoje, no Brasil, a crise que não é apenas financeira, mas acima de tudo ética, inclina para o compartilhamento de vários profissionais. Muitos, buscam mais de uma formação acadêmica, mais de um emprego, dividem seu tempo entre trabalho, vida pessoal e estudos.
Para que isto?  penso que é para gerar menos custos para o processo. Um novo viés de oportunidades e não de oportunismos, deve vigorar. Quando assumimos novos papéis, assumimos conjuntamente a responsabilidade legal e funcional disto... e claro, a possibilidade de novos e melhores salários e possivelmente a ampliação do leque de oportunidades trabalhistas.
Nesta seara, as mais diferentes áreas buscam o exercício do empreendedorismo. E compartilhar aquilo que se sabe é antes de tudo, um exercício de cidadania. Represar conhecimento é algo egoísta. A comunicação entre as mais diversas áreas ainda é o calcanhar de Aquiles da educação. Congregar com as parcerias de forma simples e clara sem domínio de saberes.
Pedagogia e Psicologia precisam ter um canal de comunicação sempre aberto. Bem como as áreas de fono e TO.
Um novo saber se constitui... e deve ser compartilhado. Com o respeito e o limite a cada área de atuação as chances de pensarmos transdisciplinarmente torna-se infinitamente possível.
Compartilhar é democrático!

                "Com toda certeza, compartilhar conteúdos é a forma mais democrática de distribuirmos o que aprendemos" 

Warlen Fernandes
13/08/2014
Fonte:http://eduardotecseg.blogspot.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2015

LEITURA - SAVIANI




A falta de compreensão na leitura bem como a incapacidade da própria decodificação impossibilita o aluno a ter acesso aos conteúdos de todas as áreas. Prova disso são os resultados obtidos pelos alunos brasileiros em exames nacionais como a Prova Brasil, O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e em avaliação internacional como o PISA. (Saviani).

A EDUCAÇÃO DO SER POÉTICO - CARLOS D. DE ANDRADE




Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo?
Será a poesia um estado de infância relacionada com a necessidade de jogo, a ausência de conhecimento livresco, a despreocupação com os mandamentos práticos de viver – estado de pureza da mente, em suma?
Acho que é um pouco de tudo isso, se ela encontra expressão cândida na meninice, pode expandir-se pelo tempo afora, conciliada com a experiência, o senso crítico, a consciência estética dos que compõem ou absorvem poesia.
Mas, se o adulto, na maioria dos casos, perde essa comunhão com a poesia, não estará na escola, mais do que em qualquer outra instituição social, o elemento corrosivo do instinto poético da infância, que vai fenecendo, à proporção que o estudo Sistemático se desenvolve, ate desaparecer no homem feito e preparado supostamente para a vida?
Receio que sim.
A escola enche o menino de matemática, de geografia, de linguagem, sem, via de regra, fazê-lo através da poesia da matemática, da geografia, da linguagem.
A escola não repara em seu ser poético, não o atende em sua capacidade de viver poeticamente o conhecimento e o mundo.
Sei que se consome poesia nas salas de aula, que se decoram versos e se estimulam pequenas declamadoras, mas será isso cultivar o núcleo poético da pessoa humana?
Oh, afastem, por favor, a suspeita de que estou acalentando a intenção criminosa de formar milhões de poetinhas nos bancos da escola maternal e do curso primário.
Não pretendo nada disto, e acho mesmo que o uso da escrita poética na idade adulta costuma degenerar em abuso que nada tem a ver com a poesia.
Fazem-se demasiados versos vazios daquela centelha que distingue uma linha de poesia, de uma linha de prosa, ambas preenchidas com palavras da mesma língua, da mesma época, do mesmo grupo cultural, mas tão diferentes.
Se há inflação de poetas significantes, faltam amadores de poesia – e amar a poesia é forma de praticá-la, recriando-a.
O que eu pediria à escola, se não me faltassem luzes pedagógicas, era considerar a poesia como primeira visão direta das coisas e, depois, como veículo de informação prática e teórica, preservando em cada aluno o fundo mágico, lúdico, intuitivo e criativo, que se identifica basicamente com a sensibilidade poética.
Não seria talvez despropositado cuidar de uma extensão poética das escolinhas de arte, esta ideia maravilhosa que Augusto Rodrigues tirou de sua formação humana de artista para a realidade brasileira. Longe de ser uma fábrica alarmante de versejadores infantis, essa extensão, curso ou atividade autônoma, ou que nome lhe coubesse, daria à criança condições de expressar sua maneira de ver e curtir a relação poética entre o ser e as coisas. Projeto de educação para a poesia (fala-se hoje em educação artística no ensino médio, quando o mais razoável seria dizer educação pela arte).
A vocação poética teria aí uma largada franca, as experiências criativas gozariam de clima favorável sem que tal importasse na obrigação de alcançar resultados concretos mensuráveis em nível escolar.
Sei de casos em que um engenheiro, por exemplo, aos 30, 40 anos, descobre a existência da poesia…
Não poderia tê-la descoberto mais cedo, encontrando-a em si mesmo, quando ela se manifestava em brinquedos, improvisações aparentemente absurdas, rabiscos, achados verbais, exclamações, gestos gratuitos?
Alguma coisa que se bolasse nesse sentido, no campo da Educação, valeria como corretivo prévio da aridez com que se costuma transcrever os destinos profissionais, murados na especialização, na ignorância do prazer estético, na tristeza de encarar a vida como dever pontilhado de tédio.
E a arte, como a educação e tudo o mais, que fim mais alto pode ter em mira senão este, de contribuir para a educação do ser humano à vida, o que, numa palavra, se chama felicidade?
(Transcrito do Jornal do Brasil, Rio de Janeiro – RJ, 20.07.74)

RESENHA: PEDAGOGIA DA AUTONOMIA






Paulo Freire, nasceu  1921, na cidade de Recife (PE), em 1959 graduou-se em Direito, mas nunca exerceu a profissão.  Dentre tantas obras, publicou aquela que a meu ver deixa mais do que análises e sugestões. Paulo Freire condensa com maestria uma forma de pensar moderna progressista e militante em favor da autonomia do educando.
Pedagogia da Autonomia  mostra um do saberes fundamentais à prática crítico-educativa que segundo Freire é o que adverte da necessária promoção da curiosidade espontânea para a curiosidade epistemológica.
Aborda no primeiro capítulo,  a ideia mestra que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção.  Nos ensina a pensar certo, não apenas ensinar conteúdos.
No capítulo II, Freire nos ensina a partir do ser do professor. Da infinitude  do ser, que se sabe como tal, que se funda a educação como processo permanente. Ensina-nos que devemos respeitar à autonomia, à dignidade e a identidade do educando.
O autor mostra uma competência geral, um saber de sua natureza e saber especial, ligado a sua atividade docente.

Freire diz que não é apenas objeto da história, mas é sujeito. No mundo da história da cultura, da política ( a prática educativa é em si uma prática política) e constata não para se adaptar, mas para mudar. Mudar é difícil, mas é possível.
No Capítulo III fala de outra qualidade indispensável à autoridade em suas relações com as liberdades é a generosidade.
Outro saber mostrado no livro é o da impossibilidade desunir o ensino dos conteúdos de formação ética dos educadores. De separar prática da teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor, de respeito aos alunos, ensinar de aprender. O autor se coloca em favor da compreensão e da prática, da avaliação enquanto instrumento de apreciação do que fazer de sujeitos críticos a serviço, por isso, mesmo, da libertação e não da domesticação. A avaliação em que se estimule o falar a como caminho do falar com.

Sua percepção do homem e da mulher como seres “programados para aprender” e, portanto para ensinar, para conhecer, para intervir, que faz entender a prática como um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e educando.



domingo, 9 de agosto de 2015

PREZI TDAH

https://prezi.com/dtxqe17u_lsl/copy-of-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade/#