sábado, 18 de abril de 2015

UM POUCO MAIS DE PAULO FREIRE











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PLANEJAMENTO


PLANEJAMENTO (POESIA)

Planos e planos
'Planos e planos, eis o que faço.
Sou um pescador de mim
Isco-me todos os dias.

Garimpo as minhas idéias,

As minhas vontades. Escolho, separo,
Reparo, rearumo, desarrumo, mudo o rumo,
Começo tudo outra vez.
De novo, sempre, necessariamente.
Dia a dia.
Hora à hora.

Planos e plano eis, o que faço,
E às vezes acho que planejamento
De nada é válido.
Tudo tem que ter um toque de improviso,
Que nem aviso, que chega e pronto.
No entanto planejar é preciso e eu preciso
Planejar para não planejar a vida.

Planos e planos, eis o que faço.
Nos descaminhos do mundo.
Nas esquinas universais.
Usar apenas á lógica pode ser lógico,
Mas não essencialmente seguro.
Transdicisplinaria os caminhos.

Planos e planos, eis o que faço.
Dou forma à previsibilidade.
Entender necessidades e vontades,
E imaginar como elas podem ser
Alteradas em diferentes situações.
A vida vivida de rascunho,
Não dá para passar a limpo.
Planejar é preciso mesmo
Que seja do infinito'. 

                                       Autor(a): Evelyn Almeida Ramos

VULNERABILIDADE SOCIAL






A vulnerabilidade caracteriza-se por situações instáveis de sobrevivência. Pode ter causas sociais/políticas ou pode ser gerada por catástrofes naturais que alteram a condição de vida dos cidadãos.

O termo tem origem na área dos Direitos Humanos e refere-se à grupos fragilizados jurídica ou politicamente. Aplica-se também a grupos destituídos da capacidade de acesso a oportunidades sociais oferecidas pelo Estado, mercado de trabalho e pela sociedade.

Especificamente, trabalhei com famílias incapacitadas de enfrentar os riscos existentes no seu entorno.

Há um conceito difundido na Sociologia que diz respeito à Vulnerabilidade Positiva. São formas criadas para o enfrentamento do risco de maneira criativa. Este conceito pode ser entendido dialéticamente: "são recursos mobilizáveis pelos indivíduos, famílias ou comunidades para enfrentar a adversidade." (Pedro Demo).  É quando as vulnerabilidades vividas trazem a semente positiva de “um poder simbólico de subversão” (Bourdieu, 2001) .


Sobre vulnerabilidade, podemos elencar três categorias:
 a- Os ativos: recursos materiais ou sócio-culturais que permitem que o indivíduo se desenvolva na sociedade (ex: trabalho, educação);

b- O conjunto de oportunidades precedentes do âmbito social (são concedidas em sua maioria pelo Estado);

c) Estratégias: Forma com os atores utilizam os ativos de maneira a fazer frente à mudanças estruturais de um dado contexto social.

Demo (acima citado), nos faz refletir sobre o empoderamento. Que é uma forma de capacitar as pessoas ou grupos sociais atribuindo-lhes poder para que sejam capazes  de agir e transformar sua condição de vida. Visando transformar os vulneráveis em ativos aumentando a cidadania.

A vulnerabilidade em números em nosso Estado:




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico, Bertrand Brasil: Rio de Janeiro, 2001.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

PNE: DERRUBANDO MITOS


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Comumente algumas pessoas tendem a tratar a pessoa deficiente como incapaz. Será necessário que conheçamos os tipos de deficiências para entendermos os mitos que cercam esta importante parcela da população. No estado de  SP temos 11,35 da população com algum tipo de deficiência e algumas delas trazem comorbidades (fatores correlatos).

AS DEFICIÊNCIAS - QUANTO AOS TiPOS:
Auditiva - é a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender a fala pelo ouvido.
Física - é uma variedade de condições não sensoriais que afetam o indivíduo em termos de mobilidade, coordenação motora geral ou da fala. As deficiências físicas (motoras) mais comuns são:
* Paraplegia: perda todas das funções motoras.
* Paraparesia: Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores.
* Monoplegia: Perda parcial das funções motoras de um só (podendo ser superior ou inferior).
* Monoparesia: Perda parcial das funções motoras de um só membro (podendo ser superior ou inferior).
* Tetraplegia: Perda total das funções motoras dos membros superiores e inferiores.
* Tetraparesia: Perda parcial das funções motoras dos membros superiores e inferiores.
* Triplegia: Perda total das funções motoras em três membros.
* Triparesia: Perda parcial das funções motoras em 3 membros.
* Hemiplegia: Perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou esquerdo).
* Hemiparesia: Perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo. (direito ou esquerdo).
 Mental -
Múltipla - é a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa.
Visual - A deficiência visual é a perda ou redução de capacidade visual em ambos os olhos em caráter definitivo, que não possa ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes, tratamento clínico ou cirúrgico. (MPF)

 DERRUBANDO MITOS:




Deficiente intelectual não aprende;

Deficiente se deprime facilmente;
Todo cego tem tendência para a musicalidade;
Deficiente intelectual não é sinônimo de doente mental;
Toda deficiência tem rastro genético;
Todo deficiente mental é dependente.
As famílias dos deficientes são predestinadas.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela transforma a realização de algumas tarefas.
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos. (MPF)

Tratar as questões de frente, estar apto a um diálogo aberto são primordiais para construir uma nação verdadeiramente inclusiva.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

ENTENDENDO ALGUNS TGD - TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO



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O que é TGD?


Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.
(Rev. Escola)


Subgrupos do DSM-IV para Transtornos Globais do Desenvolvimento:

-Transtorno autista;
-Transtorno Desintegrativo da Infância;
-Síndrome de Rett;
-Transtorno de Asperger;
-Transtorno Global do Desenvolvimento sem  outra especificação.

 Mudanças: As crianças podiam ser diagnosticadas com cinco diferentes transtornos (acima enunciados): Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno de Asperger e Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. No entanto, o DSM-V traz uma nova visão para a realização desse diagnóstico. De acordo com essa nova versão do DSM, os critérios para ASD serão mais restritos, quando comparados aos da versão passada (DSM-IV). Outra mudança relevante diz respeito à forma como a linguagem passou a ser entendida: ou seja, o critério de algum atraso no desenvolvimento da linguagem, por exemplo, não é mais necessário para o diagnóstico de ASD.

   O Transtorno Global do Desenvolvimento não diz respeito apenas ao autismo. Sob esta classificação se descrevem diferentes transtornos que têm em comum as funções do desenvolvimento afetadas qualitativamente. 

Autismo:
Características principais:
Prejuízo mo desenvolvimento da interação social e  da comunicação. Pode haver atraso ou ausência no desenvolvimento da linguagem. Naqueles a possuem, pode haver uso estereotipado e repetitivo ou uma linguagem idiossincrática
Repertório restrito de interesse e atividades.
Interesses por rotina e rituais não funcionais.
Idade de Manifestação: antes dos 3 anos de idade.
Importante para o diagnóstico diferencial: prejuízo no funcionamento ou atraso em pelo menos 1 das 3 áreas: interação social, linguagem para comunicação social; jogos simbólicos ou imaginários.

Síndrome de Rett:
Desenvolvimento de múltiplos déficits específicos após um período de funcionamento normal nos primeiros meses de vida;
Desaceleração do crescimento do perímetro cefálico;
Perda das habilidades voluntárias das mãos adquiridas anteriormente, e posterior desenvolvimento de movimentos estereotipados semelhantes a lavar ou torcer as mãos;
O interesse social diminui após os primeiros anos de manifestação do quadro, embora possa se desenvolver mais tarde;
Prejuízo severo da linguagem expressiva ou receptiva.
Idade de Manifestação: após os primeiros 6 a dose meses de vida. Prejuízo funcional do desenvolvimento dos 6 meses aos primeiros anos de vida.
Importante para o Diagnóstico Diferencial: Presença de crises convulsivas. Desaceleração do crescimento do perímetro encefálico.

Transtorno Global do Desenvolvimento sem Outra Especificação:
Características Principais:
-Prejuízo severo no desenvolvimento da interação social recíproca ou de habilidades de comunicação verbal e não-verbal ou comportamentos, interesses e atividades estereotipados.
Idade de manifestação: Não especificado
Importante para o Diagnóstico Diferencial: Quando tais características estão presentes, mas não são satisfeitos os critérios diagnósticos para um TGD ou para outros quadros diagnósticos como Esquizofrenia, Transtorno da Personalidade Esquizotípica ou Transtorno da Personalidade Esquiva.

2-    “Embora esteja clara a importância dos fatores biológicos na gênese do autismo,  ainda não existe um marcador biológico para essa patologia. Portanto, o diagnóstico de autismo e o conhecimento de seus limites permanecem uma decisão clínica um tanto arbitrária”. 
O autismo não pode ser visto como um  quadro único. Manifesta-se em diferentes graus.

Diferentes metodologias de estudo entre a comunidade científica têm aumentado a prevalência dos casos.


Há marcadores centrais no autismo, tais como: dificuldade no contato visual, expressões faciais, postura e linguagem estereotipadas, dificuldade na interação social. Os diagnósticos levam em conta a priori: comprometimentos das áreas de interação social, da fala/comunicação e comportamentos estereotipados. As crianças com  suspeita de autismo devem ser avaliadas por profissionais que conheçam profundamente o  desenvolvimento infantil típico. Sendo necessário um processo clínico investigativo com acompanhamento dos relatos de pais/educadores.


http://slideplayer.com.br/slide/1782869/

Warlen Fernandes e Ana Paula Silva Ribeiro

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL: TRILHANDO NOVOS CAMINHOS






AVALIAÇÃO EDUCACIONAL: TRILHANDO NOVOS CAMINHOS

Warlen Fernandes 

O educador que está mergulhado em suas próprias verdades impossibilita o ato de recriar. Ora, inviabiliza também a possibilidade de executar um currículo flexível, adaptado à realidade do educando, e todavia a prática de avaliação qualitativa.

Existe atualmente no Brasil, uma crescente necessidade em rever a prática de avaliação educacional. O atual quadro no qual se encontra ainda está enraizado nos padrões tradicionais burgueses (salvo raras exceções).

Tal constatação incita que o educador torne o ato de avaliar algo prazeroso, num processo contínuo e acima de tudo que a avaliação se constitua num diagnóstico da aprendizagem.

A escola se constitui num espaço privilegiado para a transmissão cultural e de conhecimentos científicos transmitidos, e também como um meio propagador de valores. Isto nos leva a adotar uma postura crítica frente à realidade apresentada, para que percebamos as causas intra e extra-escolares responsáveis pelo fracasso escolar. A avaliação neste contexto, torna-se a priori um dos principais meios de exclusão escolar e social. Suas marcas ecoam na vida intra e extra-escolar.

Para que o aluno aprenda terá que haver um desejo para. E cabe a nós. educadores das mais diferentes esferas do ensino, entender como se processa a aquisição do conhecimento pelo aluno, de que maneira o nosso aluno se apropria dos conhecimentos cientificamente transmitidos.

Quando optamos por uma nova postura em avaliação, terá que haver anteriormente uma mudança interna, pessoal de postura. Ou seja, temos que mudar nossas velhas verdades e transformá-las. Há uma ansiedade em se buscar o novo, mas há muito do que se aproveitar daquilo que está em sala, no cotidiano. Basta recriar...junto com as crianças!

O educador que está mergulhado em suas próprias "verdades" impossibilita este ato de recriar. Ora, inviabiliza também a possibilidade de executar um currículo flexível, adaptado à realidade do educando, e todavia a prática de avaliação qualitativa.

Sabemos que há muito a ser dito sobre a avaliação tradicional e que a busca por uma nova prática não ocorre de um dia para outro. Este também é um processo a ser construído com muita reflexão e autonomia pelo educador. Que se diga, que a mudança de um paradigma não anula os já existentes.

Finalmente, sob a ótica construtivista-interacionista podemos ressaltar que a criança sempre tem a possibilidade de aprender. Resta-nos encontrarmos a maneira de tornarmos esta aprendizagem significativa. Para tanto necessitamos ter clareza em três pontos:
-como a criança aprende
-o que a criança aprende
-para que a criança aprende.

Sabemos que a mudança é muitas vezes difícil, dolorosa ... mas necessária. É preciso estabelecer relações entre o novo o antigo; entre o bom e mau aluno (que se constituem em mero juízo de valores); é preciso desvencilharmos de pré-conceitos e pedir ajuda. Assim, com humildade intelectual e muita vontade de fazer diferente, estaríamos formando processos educativos transformadores, pois perceberíamos o fundamental: seres humanos transformando a qualidade de suas relações.