quinta-feira, 2 de julho de 2015

PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR)

A exposição frequente a ruídos fortes ou moderadamente altos por um longo período de tempo pode danificar a sua audição. Células e nervos do ouvido interno são destruídos por exposição contínua a sons altos, danificando a sua audição permanentemente.
O ruído prejudica a sua audição dependendo do volume e o tempo que você está exposto ao ruído. O volume de um som (medido em decibéis, ou dB) e do tempo de exposição estão relacionados. Quanto mais alto o som, menor a exposição pode ser antes que ocorram danos. Por exemplo, de 8 horas de exposição a 85 dB de ruído, numa base diária pode começar a danificar as orelhas de uma pessoa ao longo do tempo. Usando ferramentas de poder (a cerca de 100 dB), ouvindo fones de ouvido estéreo altos (em cerca de 110 dB), assistir a um concerto de rock (a cerca de 120 dB) ou ouvir um tiro (em 140-170 dB) pode danificar a audição de algumas pessoas depois de apenas algumas vezes.

Quais são os sintomas da Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR)?

Pair
A razão das pessoas não perceberem o perigo de ruído é que a exposição excessiva ao ruído causa poucos sintomas. A perda auditiva é raramente dolorosa. Os sintomas são geralmente vagos sentimentos de pressão nos ouvidos, a fala que parece ser abafada, e um som de zumbido nos ouvidos que você percebe quando está em lugares calmos. Esses sintomas podem desaparecer em minutos, horas ou dias após a exposição ao ruído alto.
As pessoas normalmente presumem que, se os sintomas desaparecerem, os seus ouvidos voltam ao normal. Isso não é verdade. Mesmo se não houver sintomas, algumas das células do ouvido interno podem ter sido destruído pelo ruído.
A sua audição volta ao normal se as células forem saudáveis o suficiente em seu ouvido interno. Mas é possível desenvolver uma perda auditiva permanente se a exposição ao ruído for repetitiva pois muitas células serão destruídas.
O primeiro sinal de uma perda auditiva induzida por ruído (PAIR) é não ouvir sons agudos, como o canto dos pássaros, não compreender a fala quando está em uma multidão ou uma área com um monte de ruído de fundo.

Como você pode decidir que os ruídos são muito altos?


Os seguintes sinais devem ser uma bandeira vermelha que o barulho em torno de você é muito alto:
-Se você começar a falar mais alto que as pessoas ao redor.
-Se você não consegue entender alguém que está falando com você com menos de 2 metros de distância.
-Se uma pessoa de pé perto de você pode ouvir os sons do seu fone de ouvido.
Como que a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) é diagnosticada? A perda de audição normalmente desenvolve durante um período de vários anos. Como ela é gradual e imperceptível, a pessoa pode não perceber. O que o indivíduo pode perceber é um pequeno ruído ou outros sons na orelha, o qual pode ser resultado de longo período de exposição ao ruído.
O indivíduo também pode ter problemas ao entender o que outras pessoas falam, pois pode parecer que estão murmurando , especialmente em lugares mais barulhentos. Isto pode ser o início de perda auditiva de alta frequência, e um teste de audição pode detectá-la. Esses sintomas podem ser nada mais do que a cera impactada na orelha ou uma infecção no ouvido, que podem ser facilmente corrigidos. No entanto, o problema pode ser mais grave, como a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR), o que pode resultar em perda de audição permanente.
Quando sentir algum dos sintomas acima, consulte um médico com treinamento especial em cuidados de ouvido e distúrbios auditívos. O médico pode diagnosticar o seu problema auditívo e recomendar a melhor maneira de controlá-lo.

Fonte: biosom.com.br

quarta-feira, 1 de julho de 2015

REFLETINDO A EDUCAÇÃO COM MIA COUTO

A Educação me deu muitos instrumentos importantes, porém precisei me libertar de alguns deles. Para poder crescer, tive de ser capaz de anular algumas coisas.

Portanto, há aqui um processo de aceitar e fazer crescer coisas que a Educação nos ensina, mas também ser capaz de sacudir aquilo que a Educação formata e que não nos ajuda a ser feliz, como, por exemplo, o sentimento de que tudo está certo, de que tudo está estudado, de que não vale a pena duvidar, de que o mais importante é saber dar respostas, quando na verdade o mais importante é saber fazer perguntas, manter um sentimento de inquietação e indisciplina por toda a vida.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

E POR FALAR EM INDISCIPLINA...






A internalização de regras nem sempre é tarefa simples para as crianças. Encontramos em nossas escolas, crianças que apresentam insucesso na aprendizagem por dificuldades comportamentais. Atitudes inconvenientes segregam os nossos 'pequenos' e os estigmatizam. Instala-se assim a sensação de fracasso.

Recorremos às ideias de Freud para enfatizar que muitas dessas crianças podem ter o ego alterado (como um sistema de defesa).

Vayer (1990) aponta para a integração de atividades de educação corporal enquanto meio de desenvolvimento pessoal e social. A escola é locus de ambiguidades (oxalá)! Encontra assim, dificuldade para articular teoria e prática. O professor pode e deve ajudar o aluno a conhecer-se. Deve atuar na zona de desenvolvimento proximal (segundo Vygotsky),  criar um ambiente rico em estímulos  e de aprendizagem significativa.

A avaliação, em muito, colabora para que o aluno seja considerado 'indisciplinado". A prática avaliativa na escola ainda é embasada em perguntas e respostas, que poderão ser boas ou más na visão de quem avalia. E por que não transformar o erro em algo construtivo? fazer da avaliação um momento de trocas!

A aprendizagem é via de mão dupla. É processo reflexivo e de ações realizadas sobre o objeto. O conhecimento se dá diante daquilo que eu já sei. O aluno não é uma tabula rasa.

O professor precisa ver os seus alunos com o 'olhar da escuta", ler o seu desejo verdadeiro e levá-lo à autonomia.

Mendes (1994)  diz que: "...não consegue reconhecer o desejo de conhecer... e porque insiste...admitir a possibilidade da dúvida". Ou seja, o professor não é o dono do conhecimento, nem o detentor de verdades absolutas. Mas deve mostrar o conhecimento criando espaço para a construção do novo.

Muitos casos de indisciplina voltam-se para a própria postura docente, frente a qual, o professor vive um momento de enorme dificuldade na transmissão de suas insígnias.

Retomamos aqui a premissa de Vygotsky ao enfatizar a importância do papel do professor na organização do trabalho pedagógico.

Que o aluno sinta prazer em aprender e o professor, prazer em ensinar.



domingo, 14 de junho de 2015

O MÉTODO TOMATIS

É crescente a preocupação de pais e educadores com crianças que possuem algum tipo de dificuldade de aprendizagem.
Algumas pesquisas e métodos tentam responder a estas questões. O francês, Alfred A. Tomatis, desde 1947 é conhecido pelos seus trabalhos relativos ao processo de escuta e de comunicação.
Tomatis demonstrou que toda modificação auditiva traz uma mudança na elocução de uma pessoa. Para ele, a audição e a fonação são processos interligados.
A. Tomatis constatou que na ação de controlar a leitura e a escrita, o ouvido direito oferece maior eficácia que o ouvido esquerdo. sendo por isso considerado o ouvido diretor.
Estabeleceu assim, uma diferença entre o ouvir e o escutar. Escutar implica num desejo de entrar em comunicação e  exige o trabalho dos músculos do ouvido médio para captação da mensagem recebida.
Sabendo-se disto, a criança com dificuldades escolares fica como um estrangeiro em terra da comunicação verbal. Pois ela não faz a correspondência entre imagem sonora e o grafismo da letra.
A distorção da escuta faz com que a criança receba o som de forma deformada.
A maior distorção sonora  situa-se a nível frequencial da mensagem verbal. A letra é em si um som a ser reproduzido graficamente. Ou seja, o processo é complexo.
Tomatis considera necessário abordar os problemas de integração escolar ensinado a criança a escutar, como forma de recuperação de sua confiança. Isto se dá através do treino do ouvido.
O método passa por fazes que não abordarei aqui, mas que se embase numa escuta harmoniosa e de uma linguagem bem estruturada.
O uso de equipamentos (fones de ouvidos e um aparelho que a faça perceber a vibração do som das palavras) são  necessários neste método.
O método requer um diagnóstico correto da situação apresentada pela criança ou adulto e precisa ser seguido de uma avaliação por um profissional capacitado no método.



Sobre o método:



O Método Tomatis é aplicado em aproximadamente 250 centros de estudo ao redor do mundo, com profissionais em saúde dedicados a diferentes áreas como psicólogos, médicos, profissionais em educação, terapeutas de voz e linguagem, terapia ocupacional e muitos outros.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

OS GRANDES INIMIGOS DO CÉREBRO

1. O sedentarismo

Uma causa tem sido diretamente determinante para que nos tornássemos homens e mulheres sedentários: a tecnologia. Por outro lado, por meio dela, temos tido acesso constante a informações que nos alertam sobre a importância de mudar o estilo de vida e deixarmos de lado as vidas sedentárias. O sedentarismo está associado à hipertensão arterial, maior risco de doenças cerebrovasculares, maior ocorrência de demência vascular, diminuição do feedback proprioceptivo e sensorial que ocorre quando nos exercitamos, e muito mais. Vários estudos já evidenciaram os benefícios cognitivos, sensitivos e motores da atividade física regular;
  • Conheça para se prevenir.
    Conheça para se prevenir.
  • 2. Os distúrbios do sono
  • O cérebro necessita de descanso, tempo para se organizar, descartar coisas supérfluas e consolidar memórias úteis. O sono tem muito a ver com isso. Privar-se de uma boa noite de sono pode significar privar o cérebro de uma ótima oportunidade para desenvolver da melhor forma possível suas funções mentais;

3. Uma educação deficiente

O cérebro é o órgão da criatividade, da resolução de problemas. O cérebro avalia o ambiente e determina as melhores ações tomando como base as memórias armazenadas em seu “arquivo interno”. Se vivemos em um ambiente monótono, o cérebro padece de estímulos, novas memórias perdem a oportunidade de se formar e o cérebro certamente tende a atrofiar aquelas áreas menos utilizadas. Uma educação de qualidade e que constantemente se renova à luz do desenvolvimento pedagógico-científico é imprescindível;
Devido à grande variedade de funções executadas e o enorme gasto de energia e nutrientes, o cérebro requer um aporte otimizado destes. Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso é fundamental. Um exemplo seria a deficiência de ácido fólico para as gestantes, o que pode determinar o nascimento de bebês com sérios problemas neurológicos;

5. A imprudência

A imprudência é um dos fatores que mais indiretamente danificam o cérebro e a mente. Se tomamos consciência dos malefícios que algo pode nos causar e, mesmo assim, o fazemos, somos imprudentes. Motoristas imprudentes podem sofrer traumatismos cranioencefálicos graves, usuários de álcool imprudentes podem “entrar em coma” ao ingerirem doses excessivas, pessoas com epilepsia podem sofrer sérias lesões cerebrais se, por imprudência, deixarem de tomar suas medicações prescritas. A imprudência deve ser combatida de forma consciente, tomando como base estudos científicos e exemplos sociais;

6. A arrogância

A falta de humildade é um dos maiores inimigos da deficiência de aprendizado. Quem não tem dúvidas ou não questiona suas cegas convicções, certamente deixará de aprender muito, se tornará mais imprudente em suas ações e menos versátil na resolução de problemas. A arrogância e a ignorância tendem a caminhar juntas;

7. A solidão

Ficar sozinho de vez em quando é mais do que natural, até necessário em alguns momentos. Entretanto, a solidão é a maior privação pela qual um cérebro supersensível pode estar submetido. Acreditamos nisso porque uma pessoa com quem interagir é certamente a maior fonte de estímulos variados que um cérebro pode dispor.

FONTE: REDE SOCIAL MEU CÉREBRO

quarta-feira, 10 de junho de 2015

MANUAL DE ATAXIAS - AAPPAD


Disponibilizo o manual de Ataxias - AAPPAD

http://www.aappad.com.br/o-que-e-ataxia/manual-de-ataxias/

segunda-feira, 8 de junho de 2015

SUPORTE PEDAGÓGICO PARA O ALUNO SURDO


São elementos importantes na educação do aluno surdo: 

  • ƒƒ falar de forma clara, espontânea e em tom normal para o aluno surdo, pois desta forma o estudante não perderia o campo visual de fala do orador; 



  • ƒƒ atentar para alternativas diferenciadas no estabelecimento da comunicação, tais como: valorizar a expressão facial e corporal, articular corretamente as palavras, 

  • usar vocabulário compreensível (para a maioria dos alunos surdos que têm dificuldades na língua portuguesa) bem como materiais e recursos visuais variados (mapas, gráficos, tabelas, legenda, etc.), exigir intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) se assim se fizer necessário e solicitado, etc; 



  • escrever de maneira visível, legível e de fácil, localização no quadro-negro ou fixar em murais recados e avisos sobre trabalhos, provas, aulas práticas, laboratoriais, mudanças de horários de atividades programadas; 

  • ƒƒ deixar à disposição material para fotocopiar ou indicar referências bibliográficas completas (livro, autor e editora); 

  • ƒƒ cuidar quanto à verificação e preferência de legendas, nas programações com vídeo; 

  • ƒƒ materiais e equipamentos específicos: prótese auditiva, treinadores de fala, softwares específicos, etc; 

  • ƒƒ observar se o espaço físico apresenta dificuldades como: muita luminosidade com reflexão solar ou pouca luminosidade, excesso de barulho externo e/ou interno ao ambiente, salas e/ou auditórios muito amplos, interferindo com a inflexão do próprio som da fala do professor, distância entre o púlpito do professor e os alunos.