domingo, 17 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
SOBRE PROFESSORES MARCANTES
Sua pesquisa revela que para ser marcante o professor não é aquele dá sempre aulas expositivas, mas aquele que promove várias atividades para que o aprendizado atinja o aluno.
O professor marcante alia características positivas do domínio afetivo às do domínio cognitivo – Os bons professores são descritos como aqueles que estimulam a independência dos alunos; são cordiais e amistosos em classe, criam condições para uma visão crítica da sociedade e da profissão, demonstram segurança e domínio de si, estimulam a participação, valorizando o diálogo, organizam o ensino sem se considerarem os “donos do saber”, são autênticos e verdadeiros.
A autora segue lembrando que para os alunos, o professor marcante é aquele cujas palavras repercutem positivamente nos alunos.
O professor marcante planeja suas aulas . Organiza seu trabalho visando ao progresso dos alunos, evitando situações caóticas e promovendo interações enriquecedoras.
O professor marcante, embora possa até desconhecer, usa, em sua prática, pressupostos da teoria interacionalista.
O professor marcante articula as posições teóricas na disciplina que ensina com postura política clara. Ele liga o que ensina (dimensão microestrutural) com o que acontece no plano macroestrutural, buscando mostrar as inter-relações entre os fenômenos.
Maria Eugênia nos deixa pistas de como sermos professores que marcam a vida dos alunos.
domingo, 10 de maio de 2015
O CÂNDIDO (VOLTAIRE)
Em tempos em que discutimos tão acirradamente a questão ética nas relações, cabe-nos lembrar de Cândido, personagem do iluminista Voltaire, cujo mestre, Pangloss, desprezava as condições às quais o aprendiz era submetido e o fazia crer que vivia no melhor dos mundo.
Vamos relembrar?
Cândido é um homem jovem e bonito, cujo mentor, Pangloss, persiste em acreditar neste melhor de todos os mundos possíveis, mesmo depois de serem chicoteados, escravizados, espancados, torturados, e no caso do doutor Pangloss, aparentemente executado. Candido passa boa parte do romance tentando recuperar sua amada Cunegundes , que também é repetidamente escravizada, durante o curso da história. Eles viajam por todo o mundo, para o Peru e voltam, e encontram o mesmo tratamento brutal praticamente em todos os lugares que eles vão.
Aos poucos, os percalços da vida fazem Cândido abandonar o otimismo doentio. Decepciona-se por ser maltratado pela vida apesar de seguir as normas prescritas pelos filósofos iluministas e de comportar-se como um otimista inveterado. No final de suas aventuras, devolvido à natureza e tendo que trabalhar para viver, ele conclui que “o trabalho afasta três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.” Descobre a inutilidade da filosofia e abraça a felicidade de levar uma vida simples.
E, apesar de filosofias, da origem do bem ou causa do mal, como afirma Cândido ao fim, “temos de cultivar nosso jardim”.
Vamos relembrar?
Cândido é um homem jovem e bonito, cujo mentor, Pangloss, persiste em acreditar neste melhor de todos os mundos possíveis, mesmo depois de serem chicoteados, escravizados, espancados, torturados, e no caso do doutor Pangloss, aparentemente executado. Candido passa boa parte do romance tentando recuperar sua amada Cunegundes , que também é repetidamente escravizada, durante o curso da história. Eles viajam por todo o mundo, para o Peru e voltam, e encontram o mesmo tratamento brutal praticamente em todos os lugares que eles vão.
Aos poucos, os percalços da vida fazem Cândido abandonar o otimismo doentio. Decepciona-se por ser maltratado pela vida apesar de seguir as normas prescritas pelos filósofos iluministas e de comportar-se como um otimista inveterado. No final de suas aventuras, devolvido à natureza e tendo que trabalhar para viver, ele conclui que “o trabalho afasta três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.” Descobre a inutilidade da filosofia e abraça a felicidade de levar uma vida simples.
E, apesar de filosofias, da origem do bem ou causa do mal, como afirma Cândido ao fim, “temos de cultivar nosso jardim”.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
(DIS)... O QUE?
A dislalia é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro ou ainda distorcendo-os ordenadamente.A falha na emissão das palavras pode ainda ocorrer em fonemas ou sílabas. Assim sendo, os sintomas da Dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas.
Dislexia
Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. A Dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas
Disgrafia

Disgrafia é o transtorno da escrita, de origens funcionais, que surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afectivo, onde não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita. A criança disgráfica é vítima de transtornos que provém ora do plano motor, ora do plano perceptivo, ora do plano simbólico. A dificuldade de integração visual-motora dificulta a transmissão de informações visuais ao sistema motor. “A criança vê o que quer escrever, mas não consegue idealizar o plano motor”. Sua escrita é nitidamente diferente da escrita de uma criança que não tenha esse transtorno, o que não acarreta homogeneidade no interior do grupo dos disgráficos.
Disortografia

A Disortografia caracteriza-se por troca de fonemas na escrita, junção (aglutinação) ou separação indevidas das palavras, confusão de sílabas, omissões de letras e inversões. Além disso, dificuldades em perceber as sinalizações gráficas como parágrafos, acentuação e pontuação. Devido à essas dificuldades o indivíduo prepara textos reduzidos e apresenta desinteresse para a escrita. A Disortografia não compromete o traçado ou a grafia. Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Até a 2ª série é comum que as crianças façam confusões ortográficas porque a relação com sons e palavras impressas ainda não estão dominadas por completo.
Dispraxia
Dispraxia é uma disfuncão motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. É a chamada "síndrome do desastrado". Seus sintomas são a falta de coordenação motora, falta de percepção e equilíbrio. A criança "dispráxica" tem uma falta de organização do movimento. As áreas que sofrem mais alterações são as do esquema corporal e a orientação temporo-espacial. Em alguns casos a linguagem não é afetada, a criança com dispraxia apresenta fracasso escolar, pois a escrita é a área mais comprometida.
By: aprendizagemafetiva/Educação Especial
ADAPTAÇÃO CURRICULAR PARA A INCLUSÃO

Ao falarmos em uma escola inclusiva, temos que ter em mente o envolvimento de todos os agentes pedagógicos neste contexto. Assim, a adaptação curricular é um procedimento quase sempre necessário no que se refere à prática democráticas de ensino.
Neste sentido, retomamos a importância da Tecnologia Assistiva no trabalho docente.
As adaptações de material favorecem a participação do aluno deficiente e apresenta às crianças típicas novas formas de trabalho. A turma se reorganiza, a sala muda a disposição de sua mobília, todos os recursos tendem a ser melhores aproveitados. Os materiais adaptados só fazem sentido se forem de uso coletivo, se a sua circulação for efetiva. Caso contrário, sua confecção é inócua.
A adaptação curricular pode ser:
• Alteração de atividades do conteúdo programático da série
• Adaptação do conteúdo programático
• Inserção de outros recursos para o aprendizado de um mesmo conteúdo e para
a execução de uma mesma atividade: jogos, concreto, computador, outros.
• Redutivas: necessitam de uma redução de conteúdo ou de estímulos em uma
mesma atividade e atenção a adequação do tempo para a execução.
• Ampliação (agregam): necessitam de desafios maiores para manter o interesse
e aumentar a diversidade de atividades de menor tempo de execução e/ou
aumenta o grau de dificuldade.
Cabe realçar aqui que cada educando possui uma necessidade e assim, torna-se necessário um programa para cada aluno com deficiência.
A adaptação curricular modifica a rotina e os componentes curriculares. Exige flexibilidade e estudo constante por parte de professores e gestores. A adaptação curricular posta desta forma agrega saberes e não pode deixar de fora os aspectos metodológicos.
A adaptação curricular requer mais do que o uso de novas tecnologias. Percebo esta como sendo um importante caminho rumo essa inclusão.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
ENTENDENDO A DEFICIÊNCIA FÍSICA
Deficiência Física
Definimos a deficiência física como
acometem as pessoas comprometendo a
mobilidade, a coordenação motora geral
e da fala, em consequência de lesões
neurológicas, neuromusculares,
ortopédicas, ou más formações
congênitas ou adquiridas" (MEC,2004).
Portaria nº 1.130, de 18 de Junho de 2002 - Documento inclui no Sistema SIA/SUS procedimentos como fornecimento de órteses, próteses e meios de locomoção.
QUANTOS SÃO?
Existem muitas pessoas com deficiência física no mundo. No Brasil, não se sabe o número exato, mas, certamente, é um número muito grande e a tendência é aumentar devido aos acidentes e à violência que assolam o país.
De acordo com os dados do INEP(2004) o n° percentual de deficientes físicos matriculados em escolas públicas e privadas, no País, é de 5,5%, cerca de 31.434 (BRASIL, 2006, p.4).
A deficiência física pode ser:
• Temporária - quando tratada, permite que o indivíduo volte às suas condições anteriores.
• Recuperável - quando permite melhora diante do tratamento, ou suplência por outras áreas não atingidas.
• Definitiva - quando apesar do tratamento, o indivíduo não apresenta possibilidade de cura,
substituição ou suplência.
• Compensável - é a que permite melhora por substituição de órgãos. Por exemplo, a amputação compensável pelo uso da prótese.
CAUSAS:
Acidentes de trânsito
–Brasil 1/410
–Suécia 1/21.400
Ferimentos por arma de
fogo
• Doenças
CAUSAS FÍSICAS DA DEFICIÊNCIA:
• Traumas (50% - acidentes de trânsito)
• Lesão cerebral
• Paralisia cerebral
• Lesão medular
• Distrofias musculares
• Esclerose múltipla
• Amputações
• Malformações congênitas
• Distúrbios posturais da coluna
• Sequelas de queimaduras
TERMINOLOGIA:
Dependendo do número e da forma como os membros são afetados pela paralisia, foi
sugerida por WYLLIE (1951), a seguinte classificação:
· Monoplegia – condição rara em que apenas um membro é afetado.
· Diplegia – quando são afetados os membros superiores.
· Hemiplegia – quando são afetados os membros do mesmo lado.
· Triplegia – condição rara em que três membros são afetados.
• Tetraplegia/ Quadriplegia – quando a paralisia atinge todos os membros; sendo que a maioria dos pacientes com este quadro apresentam lesões na sexta ou sétima vértebra.
• Paraplegia – quando a paralisia afeta apenas os membros inferiores; podendo ter como causa resultante uma lesão medular torácica ou lombar. Este trauma ou doença altera a função medular, produz como conseqüências, além de déficits sensitivos e motores, alterações viscerais e sexuais.
A Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes elaborada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1975, definiu o deficiente físico como uma pessoa incapaz de assegurar, por si mesma, total ou parcialmente, as necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência, congênita ou não, em suas capacidades físicas. Mas esse conceito está ultrapassado, por não enfocar as aptidões que o portador de deficiência também possui.
Segundo a Profa. Dra. Lígia A. Amaral, são considerados portadores de deficiência física os indivíduos que apresentam problemas ortopédicos que incidam sobre a possibilidade de motricidade voluntária, impedindo-os total ou parcialmente, dentro de padrões considerados normais para a espécie humana. A deficiência física pode ser chamada de deficiência mecânica ou motora (...)
As mutilações e as sequelas motoras (sejam de causas ligadas a moléstias ou acidentes) podem ser subdivididas de acordo com os sistemas orgânicos de origem, que foram afetados:
* de origem encefálica: neste grupo incluímos a esclerose múltipla, o AVC e a Paralisia Cerebral
* de origem espinhal: neste grupo estão incluídas poliomielite, traumatismos com ruptura ou compressão medular, má-formação, como espinha bífida, por degeneração, como a Síndrome de Werdnig-Hoffmann, etc.
* de origem muscular: especialmente a distrofia muscular progressiva (ou miopatia)
* de origem ósteo-articular: são aqui incluídas a luxação coxo-femural, artrogripose (contração permanente da articulação) múltipla, ausência congênita de membros ou partes de, formas distróficas como osteocondriosis (coxa plana), osteogenesis imperfecta (doença que fragiliza o tecido ósseo, sendo popularmente chamada de “ossos de vidro”), condodistrofia, amputações, entre outras.
PARALISIA CEREBRAL CONCEITO:
Podemos dizer que a Paralisia Cerebral é uma alteração motora ocasionada por uma lesão no cérebro.Quando se diz que uma criança tem paralisia cerebral significa que existe uma deficiência motora, consequente de uma lesão no cérebro, quando ele ainda não estava
completamente desenvolvido.
Entendendo melhor, ao contrário do que o termo sugere, "Paralisia Cerebral" não significa que o cérebro ficou paralisado. O que acontece é que ele não comanda corretamente os movimentos do corpo. Não manda ordens adequadas para os músculos, em conseqüência da lesão sofrida.

PARALISIA CEREBRAL CONCEITO:
Podemos dizer que a Paralisia Cerebral é uma alteração motora ocasionada por uma lesão no cérebro.Quando se diz que uma criança tem paralisia cerebral significa que existe uma deficiência motora, consequente de uma lesão no cérebro, quando ele ainda não estava
completamente desenvolvido.
Entendendo melhor, ao contrário do que o termo sugere, "Paralisia Cerebral" não significa que o cérebro ficou paralisado. O que acontece é que ele não comanda corretamente os movimentos do corpo. Não manda ordens adequadas para os músculos, em conseqüência da lesão sofrida.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
RELAÇÕES FAMILIARES E CONTEXTO ESCOLAR
Ser pai e mãe em nossa cultura é cumprir para além dos laços afetivos, representações sociais. Ao gerar uma criança, o casal vê-se diante de expectativas pessoais e de outrem.
Ao conceber uma criança
deficiente, os pais podem sentir que “falharam”, sentem-se culpados, muitas
vezes envergonhados e sozinhos. Com quer compartilhar esta experiência?
Perguntam-se. Muitos pais ficam na expectativa a encontrarem um fio de luz,
que responda aos motivos que os
contemplam em ter um filho deficiente. A não correspondência ao filho sonhado
traz consigo um forte estigma: como lidar com a diferença?
Esta ambivalência de
sentimentos, os faz perder de vista que a vida acontece no dia-a-dia. Que para estes
pais, será necessário uma reestruturação
das tarefas de seu cotidiano.
Ao perceberem a deficiência,
deixam de lado, todo resto. O que pode provocar uma ruptura inclusive no
equilíbrio do casal. Concordamos com Buscaglia ao enfatizar que “ter um filho não faz de ninguém um pai”
(1993, p. 81). Será preciso o envolvimento, o encorajamento e o compromisso com
este novo papel a ser desempenhado.
Em muitos casos, o
comportamento super protetor dos
pais, leva o filho a ser tratado como
uma eterna criança. A ênfase é dada
naquilo que parece faltar e não naquilo que é possível atingir.
Não estamos falando da
negação da deficiência, mas de sua não aceitação. A criança deficiente é muitas
vezes vítima destas representações sociais e, o seu não “enquadramento” ao
ideal do filho sonhado.
O nosso papel enquanto
educadores será a de acolher também a
esta família e não a de reforçar as suas inseguranças. Será nossa tarefa também
estimular a criança e apresentar devolutivas (positivas) para esta família.
Enfim, independente dos
arranjos sociais aos quais a criança
deficiente pertença, a família deve participar ativamente do processo formativo
global deste filho.
Estabelecimento de laços entre os pais e
o bebê – favorece o seu desenvolvimento afetivo e cognitivo – propicia aos pais
o sentimento de serem pais “ suficientemente bons” para aquele bebê.
A relação entre pais é
filhos é construída no cotidiano. Os laços familiares se formam à medida em que há o envolvimento entre as
partes. Diante daquilo que não conhece (os aspectos da deficiência) os pais
julgam-se incapazes de cuidar da criança.
Esta insegurança pode ser
repassada para o bebê e em muitos casos, resulta na falta de atenção ou em seu
oposto: super proteção.
Os pais de filhos sem
deficiência não se preocupam tanto com o
fato de serem ou não bons pais para aquele filho, pois há uma estrada já
percorrida por outros pais e que oferece uma certa segurança para ajudarem sua
criança a ser uma pessoa capaz de enfrentar as adversidades da vida. Aos pais
de crianças deficientes será preciso aprender a lidar com a deficiência e
reelaborar as suas expectativas frente ao novo. Daí vem o receio de falharem.
Muitas vezes será papel dos especialistas que lidam com esta família (médicos,
professores, assistentes sociais, dentre outros) esclarecer pontos relevantes e
propor novas formas para o fortalecimento de vínculos.
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