sexta-feira, 10 de abril de 2015

AUTISMO: POSSÍVEIS CAUSAS

CAUSAS POSSÍVEIS:







Vários estudos tentam entender as causas do Autismo, mas ainda não há definição quanto ao que origina esta síndrome.

Há indícios que vem sendo continuamente investigados e apontam para causas genéticas ou ambientais, dentre elas:

  • Genéticas: em estudos recentes que apóiam esta tese, foram encontrados dados que relacionam presença de traços do espectro autista em pessoas de uma mesma família, o que sugere que o transtorno pode ser herdado. Como nenhum gene específico foi identificado como sendo a causa, um passo importante é a investigação do código genético de crianças autistas na tentativa de identificar a causa;
  • Antidepressivos: estudos recentes sugerem que o risco de a criança desenvolver autismo é duas vezes maior quando está é filha de mãe que fez uso de antidepressivos no primeiro trimestre de gestação;
  • Gripe ou febre persistentes: pesquisas realizadas por 6 anos por uma universidade da Dinamarca apontam que uma criança cuja mãe teve gripe durante a gravidez está mais sujeita a desenvolver autismo. Se a mãe teve febre por mais de uma semana este risco se torna três vezes maior;
  • Obesidade, diabetes e pressão alta: durante sete anos, pesquisadores da Califórnia  ligaram a incidência de destas doenças ao nascimento de crianças com alguma variação do espectro autista;
  • Deficiência de vitamina D: apesar de não ser clara e ainda estar sob pesquisa, a falta desta vitamina foi encontrada em 88% das crianças com autismo que participaram de uma pesquisa no ano de 2012;
  • Tabagismo: o CDC (sigla em inglês para Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, conduziu uma pesquisa com aproximadamente 640 mil crianças, entre 1992 e 1998, e encontrou um grande número de crianças com Síndrome de Asperger cujas mães foram fumantes durante a gestação;
  • Poluição do ar: outro estudo conduzido por pesquisadores da Califórnia, em 2010, liga a poluição do ar a manifestações do espectro autista.


Também são apontadas como causas prováveis, distúrbios metabólicos e stress sofridos pela gestante que podem ter impacto direto sobre o desenvolvimento do feto.

Outra possibilidade levantada eram as vacinas mas, mesmo após extensas pesquisas, nenhuma ligação entre sua aplicação e os casos de autismo foi encontrada.

A busca pelas prováveis causas do autismo continua e, apesar de o autismo é um transtorno para o qual ainda não foi encontrada nenhuma cura, quanto mais cedo for feito o diagnóstico maiores as chances de as intervenções proporcionarem progresso e autonomia à criança.

FONTE:  Escola Tiquira -Campinas

A METAMORFOSE DA UNIVERSIDADE






A METAMORFOSE DA UNIVERSIDADE


INTRODUÇÃO:

Na conjuntura atual, novas tensões, exigências e desafios estão postos à educação. A crise pela qual o capitalismo passa, sinaliza a necessidade de investigar e refletir sobre o papel da educação em todos os níveis de ensino, sobretudo, na Universidade, “lócus” de formação de educadores por excelência. Diante dos desafios apresentados, avaliar torna-se um ato merecedor de profundas reflexões.
A Universidade é uma instituição que faz parte, cada vez mais, da estrutura de poder social condicionada a um tempo/espaço nem sempre favoráveis para as trocas coletivas. Essa produção, na modernidade, é marcada por estratégias de conservação ou de subversão da ordem social.
Esboçaremos nesse texto, a crença no futuro. A necessidade de superação do modelo hegemônico e a veemente preocupação com a identidade da Universidade brasileira nesse momento de propostas e de mudanças. Diz-se que a necessidade de mudança decorre de um diagnóstico situacional, que aponta o esgotamento do modelo atual e a incapacidade, desse mesmo modelo, atender novos cenários.
O novo modelo sugere maior integração da universidade com o desenvolvimento regional e tecnológico, com o setor produtivo e com os demais níveis e modalidades de educação.
AVALIAÇÃO: PARA ALÉM DO QUE JÁ SABEMOS
Notoriamente, temos discutido a prática de avaliação há mais de uma década. Inúmeros trabalhos abordam a questão e nos fazem acreditar que muitos educadores buscam uma nova forma de avaliar, de romper com os elos do tecnicismo, concebendo a avaliação como processo.
Prioritariamente, ao avaliarmos temos que entender o processo de ensino e de aprendizagem dialeticamente, logo, não pode ser entendido como uma moeda (dois lados apenas: cara e coroa, e/ou certo ou errado). Não faz sentido que a avaliação ainda não perpasse pelo campo da dignidade – a dignidade própria passa pela dignidade alheia. Mas perpasse, sem sombra de dúvidas pelo campo da legitimidade vertical conferida ao mestre. Avaliar democraticamente é ir além, pois dependerá da relação dialogada que o professor mantém com o aluno e com os seus pares. Nesse sentido, precisaremos ressignificar a avaliação, o tempo e o espaço a ela conferidos. Para avaliarmos com dignidade será preciso um sonho pedagógico. Um sonho com o mundo que pretendemos como agentes educacionais tornar no mínimo, possível de ser sonhado.

A DIFÍCIL TAREFA DE MANTER A COERÊNCIA ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

As críticas ao padrão técnico de avaliação são densamente criticados e contrariamente, muito reproduzidos. As provas padrões tendem a seguir um modelo estanque, a partir dos quais é feita uma média aritmética para a composição da nota final/produto.
Essa visão de avaliação criticada há muito tempo, ainda prevalece em todos os níveis de ensino. Vigora a lógica que enfatiza o conteúdo e despeja sobre o aluno a total responsabilidade pelo seu fracasso. Romper com essa lógica significa romper com a concepção tradicional de avaliação: provas, trabalhos, etc. de forma mensurável.
Perversamente sabemos o que não deveríamos fazer para que a nossa prática avaliativa fosse emancipatória, mas empreender essa proposta é outra história. Aquilo que parece ser natural, simples de ser executado em classes do ensino superior, apresenta-se como um desafio que falará muito mais alto aos nossos educandos do que qualquer discurso sobre concepção de educação e ensino.
Estamos buscando junto aos nossos alunos, um novo jeito de caminhar. Em relação aos objetivos da avaliação explicitamos para que, por que e como serão avaliados, estabelecemos critérios, reorganizamos nosso tempo em função dessas discussões.
A avaliação é inerente ao próprio processo educativo, pois reorganiza a forma de agirmos enquanto grupo. É necessário que educadores e futuros educadores desenvolvam autonomia para avaliar e a sua formação acadêmica lhes ofereça essa oportunidade, mesmo que diante do conflito real e necessário em todo e qualquer processo de mudança.
Primamos por uma avaliação como prática de investigação, que compreenda a qualidade como intensidade da formação humana, acreditando no valor nosso trabalho e na oportunidade de desenvolvimento individual e coletivo.

ACREDITANDO...

Acreditando na aprendizagem como um movimento não linear, compostos por rupturas, processos e retrocessos, a avaliação nesse contexto instigará a relação aprendizagem e ensino expondo possibilidades para ramificações e ampliações do conhecimento. Essa avaliação se expressa como um convite ao desafio, à inovação, às agruras do dia a dia, entrelaçada às diversas e complexas ações que a escola engendra: de cunho político, social, psicológico, dentre outros.

Enfim, o que buscamos é a evolução de um processo que prime pela qualidade das relações, que contemple o campo da ética, da dignidade, da estética e da justiça. Ao estudarmos as interações que ocorrem entre os sujeitos (alunos e professores), percebemos que é preciso buscar métodos formativos de avaliação.

Warlen Fernandes 

BIBLIOGRAFIA:
FOULCAULT. M. (1971). Arqueologia do saber. Graal, RJ.
NOVOA, A. (1991). O passado e o presente dos professores. IN: NOVOA A. Profissão professor. Porto: Porto Editora.
SAUL, A. M. (1991) Avaliação emancipatória. 2.ed. SP:Cortez.

SUGESTÕES DE JOGOS PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO





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TORRE DE HANOY - Auxilia na percepção da capacidade da memória de trabalho.
Torres de Hanói são um quebra-cabeças que consiste em uma base contendo três pinos, onde num deles, são dispostos sete discos uns sobre os outros, em ordem crescente de diâmetro, de cima para baixo. O problema consiste em passar todos os discos de um pino para outro qualquer, usando um dos pinos como auxiliar, de maneira que um disco maior nunca fique em cima de outro menor em nenhuma situação. O número de discos pode variar sendo que o mais simples contém apenas três.





Torre de Londres


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Resultado de imagem para blocos logicosMaterial Dourado



Sequencia lógica (diversos temas)



Brinquedos móveis








Blocos LógicosBlocos de Construção



wbrinquedos-2963Árvore da Escolha

A APRENDIZAGEM SIGNIFICANTE: CARL ROGERS

CARL ROGERS E A APRENDIZAGEM SIGNIFICANTE

PERFIL:

 Carl R. Rogers nasceu em Oak Park  Ilionois (EUA)  a 08 de janeiro de 1902.

 Foi educado numa família protestante extremamente unida onde reinava uma atmosfera religiosa e moral muito estrita e intransigente, que cultuava muito o trabalho.

 Foi o quarto de seis irmãos.

 Aos doze anos muda-se para a uma fazenda. A partir de então, começa a se interessar por agricultura e ciências naturais.

 Ingressou no curso de agricultura; dele desistindo para dedicar-se ao Curso de História, graduando-se em  1931.

Titulado em Mestre (1928) e Doutor (1931) pelo College da Columbia University, onde introduzido na psicologia.

Seu enfoque é a psicologia clínica. E suas primeiras experiências nesta área foram de base behaviorista.

 Em 1949, Rogers ocupou a cátedra de professor de Psicologia da Universidade de Ohio.

 Em 1945 tornou-se professor de Psicologia da Universidade de Chicago e secretário executivo do Centro de Aconselhamento Terapêutico, quando elaborou e depurou ainda mais  o seu método de terapia centrado no cliente, formulando uma teoria da personalidade.

 Em 1957, Rogers passa a lecionar  na Universidade em que graduou-se (Winconsin) até 1963. 

Trabalhou com pacientes esquizofrênicos  interligando os problemas mentais com as relações familiares. Foi o início do que se conhece hoje como abordagem humanística.

Em 1964, quando entrou em contato com outros teóricos humanistas, como Maslow e filósofos com uma visão mais crítica viu-se atacado por seus opositores que viam em sua teoria um abalo ao poder até então pouco questionado.

 Morre aos 85 anos de idade em 1987.

Algumas idéias ainda atuais:

 Dele herdamos a nossa ênfase atual  de auto-estima.

Já na década de 40 adotava uma postura de avaliação empírica de psicoterapia onde gravava as sessões de psicoterapia para posteriores pesquisas.

Preocupação: entender  o outro como um indivíduo livre. Para ele as pessoas são inerentemente plena de recursos.Para Rogers o maior pecado em terapia, escola ou família é a imposição de autoridade.

Posicionamento Filosófico:

Sua perspectiva e visão de homem foram bastante avançados para a sua época. Apresentava uma concepção holística e sistêmica do homem.

Refere-se a lógica do organismo como um todo, intuindo  um tipo de racionalidade orgânica que é muito mais sutil que o tipo de racionalidade  intelectual e linear.

Opõe-se às concepções fragmentadas da visão de homem, proposta por outras escolas.

Critica a psicanálise ortodoxa, que concebe o homem numa visão semi-animalizada, onde a pessoa é movida por forças pulsionais; instintivas de prazer e  agressão.

 Os humanistas rejeitam as idéias de Skinner (comportamento moldado pelo condicionamento).

 Para ele o organismo se expressa no equilíbrio ecológico de todo o sistema vital do planeta.

O homem possui uma tendência natural do organismo para atingir um grau cada vez maior de harmonia dinâmica interna e externa, exercitando suas potencialidades adaptativas de acordo com o seu desenvolvimento global junto ao meio em que vive. Este é o princípio da tendência à auto-regulação.

 Sua teoria percebe o homem de maneira:
                                                                         Holística
                                                                         Ecológica
                                                                         Organísmica
                                                                         Sitêmica.


Principais aspectos da abordagem Rogeriana:

Atenção ao impulso sutil em direção ao crescimento, saúde e ao ajustamento. A terapia nada mais é  que a ajuda para a liberação do cliente em sua busca natural para o crescimento e desenvolvimento normais.

Ênfase aos aspectos afetivos existenciais que para Rogers são mais potentes que os intelectuais.

 Ênfase ao material trazido pelo cliente. Grande ênfase no relacionamento terapêutico em si mesmo, que vem a constituir uma entidade orgânica que se forma a partir da relação/encontro terapeuta e cliente.

 Dedicação a terapia de grupo – para ele o grupo é um sistema por si, auto regulador.

Rogers prefere o termo cliente ao invés de paciente, pelo fato desta última já estar carregada de um “ranço” biomédico. Enquanto o cliente, para ele, é  alguém que deseja um serviço que não pode executar sozinho.

ROGERS E A APRENDIZAGEM:

 Rogers propõe uma aprendizagem significante, ou seja, uma aprendizagem que provoque modificações quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação da ação futura que escolhe, ou nas atitudes e na personalidade. É uma aprendizagem penetrante que não se limita ao acúmulo de fatos nem ao aumento de                                                    conhecimento.

Este autor propõe alguns princípios de aprendizagem:

1.    Os seres humanos têm uma potencialidade natural para a aprendizagem:  são curiosos, e neste aspecto Rogers alicerça sua concepção de educação: o aluno tem um desejo natural de aprender e esta é uma tendencia na qual se pode confiar.

2.    A aprendizagem significante ocorre quando a matéria de ensino é percebida pelo aluno com relevante para os seus objetivos, isto torna a aprendizagem mais rápida.

3.    A aprendizagem que envolve mudança na organização do eu – na percepção de si mesmo – é ameaçadora e tende a suscitar resistência.

4.    As aprendizagens que ameaçam o eu são mais facilmente percebidas e assimiladas quando as ameaças externas se reduzem a um mínimo.

5.    Quando é pequena a ameaça ao eu, pode-se perceber a experiência de maneira diferenciada e a aprendizagem pode prosseguir.

6.    Grande parte da aprendizagem significante é adquirida através de atos.

7.    A aprendizagem é facilitada quando o aluno participa responsavelmente do processo de aprendizagem.

8.    A aprendizagem auto-iniciada que envolve a pessoa do aprendiz como um todo – sentimentos e intelecto – é mais duradoura e abrangente.

9.    A independência, a criatividade e a autoconfiança são todas facilitadas, quando a autocrítica e a auto-avaliação são básicas e a avaliação feita por outros é de importância secundária.

10.  A aprendizagem socialmente útil, no mundo moderno, é a do próprio processo de aprender, uma contínua abertura à experiência e à incorporação, dentro de si mesmo, do processo de mudança – aprender a aprender: estar aberto às novas experiências e busca de conhecimento.

ROGERS E O ENSINO:

Rogers caracteriza o professor - facilitador  de aprendizagem. E atribui a ele algumas características:

Autenticidade no facilitador de aprendizagem – diz respeito ao educador ser verdadeiro, autêntico, sem máscaras. Que considere os sentimentos. Neste aspecto professor e aluno são reais, mostrando suas alegrias e mazelas.

  Prezar,aceitar, confiar -  estes preceitos levam o educador a aceitar  o aluno, valorizar a auto estima do aluno; acreditar na potencialidade do aluno.

Compreensão empática -  O professor apresenta esta atitude quando é capaz de compreender como o aluno reage interiormente, quando percebe como o processo de educação e aprendizagem  parecem ao aluno. A compreensão empática faz com que o aluno se sinta compreendido, ao invés de julgado ou avaliado.

 Rogers (1997:43)  afirma que se pudesse condensar suas afirmações, as colocaria da seguinte foma:

“Se  eu posso criar uma relação caracterizada da minha parte:
por uma autenticidade e transparência, em que  eu sou meus sentimentos reais;
por uma aceitação afetuosa e apreço pela outra pessoa como um indivíduo separado;
por uma capacidade sensível de ver seu mundo e a ele como ele os vê;

Então o outro indivíduo na relação:

experienciará e compreenderá aspectos de si mesmo que havia anteriormente reprimido;
dar-se-á conta de que está se tornando mais integrado, mais apto a funcionar efetivamente;
tornar-se-á mais semelhante à pessoa que gostaria de ser;
será mais autodiretivo e autoconfiante;
realizar-se-á mais enquanto pessoa, sendo mais único e auto-expressivo;
será mais compreensivo, mais aceitador com relação aos outros;
estará mais apto a enfrentar os problemas da vida adequadamente e de forma mais tranqüila”.



 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O grande legado deixado por Rogers, certamente está na maneira como percebe o seu cliente clínico.

Os seus estudos na área de ensino e aprendizagem sugerem uma prática educativa que valorize o aluno em sua totalidade e atribui ao professor um papel mais próximo ao aprendiz; deixando de ser o detentor do conhecimento inabalável.

O “aprender a aprender”, ao qual se refere req  uer uma mudança de postura e uma mudança de paradigma curricular. Pois,  o currículo técnico-linear não dá conta de satisfazer os pressupostos deste autor. Havemos de  romper com as barreiras do tecnicismo e avançarmos numa práxis ancorada na flexibilidade,  totalidade, pluralidade enfocando tanto o trabalho individual quanto o coletivo.

As idéias deste autor sugerem uma metodologia que possa perceber o processo de ensino/aprendizagem com os olhos no futuro, pés no presente, sem de perder de vista o passado.

Rogers,  já percebia em sua época a existência de diferentes mentes, logo, de diferentes tipos de aprendizagem, isto é, não é possível um ensino homogeinizador.



Resultados da pesquisa

  1. Carl Rogers e a educação - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=wrwlL0QxWig
     
    4 de mai de 2012 - Vídeo enviado por Sâmea Damásio
    Video apresentado em seminario da disciplina psicologia da educação do curso de letras da UFCG ...

O POVO SURDO: IDENTIDADE

Comumente a terminologia "surdos" é usada como sinônimo de "deficiente auditivo". Esclarecemos que o termo surdos refere-se  a membros de uma comunidade, com construção de sua identidade. Já o deficiente auditivo é o sujeito que precisa ser reabilitado diante diante de um déficit. Não raro, o deficiente auditivo não incorpora a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) em sua rotina.

A surdez  é uma deficiência, e não uma doença que a todo custo tenta ser curada. A pessoa surda tem consciência de sua surdez e percebe que a oralidade não é condição para o seu sucesso nas diversas áreas da vida. Vivemos numa sociedade pautada por pelo uso da língua e que qualquer outra forma de comunicação, é considerada inferior e impossível de ser comparada à língua oral.

Conforme mencionada acima, o uso da  LIBRAS é uma forma natural em comunidades linguísticas surdas. Assim compartilham vários interesses/características que lhe atribuem um caráter específico. Foi oficializada em abril de 2000 (pela Lei 10.436) e atribuiu novos caminhos para a educação bilingue em nosso país. A língua confere identidade ao surdo! E na comunidade surda (igrejas, agremiações, clubes, escolas, ou seja, qualquer lugar onde um grupo de surdos se reúna e divulgue a sua cultura e experiência em L.S.

Entretanto,  uma forte questão ainda carece aprofundamento e clareza. Esta questão diz respeito aos profissionais que trabalham com surdos oralizados,e  que  não se sentem parte integrante da comunidade surda.

A Língua de Sinais não pode ser confundida com linguagem de sinais. A língua atribui  ao emprego de seu uso, identidade cultural e poder. Está para além do falar ou não falar.

Estudos revelam que a discussão sobre a surdez está sendo ampliada no Brasil por diversos segmentos profissionais envolvidos com a Educação de surdos.



Segundo DIZEU E COPARALI : "É preciso mudar o foco no trabalho com os surdos, e esse trabalho deve ser centrado no desenvolvimento da linguagem".

A questão da identidade é muito marcante para os surdos. Estudos revelam que  quando o surdo é levado a conviver com uma comunidade ouvinte, sem contato com  outros surdos, sua surdez tende a ser ocultada e depreciada. Torna-se importante para a constituição da identidade do surdo que ele se mantenha integrado em sua comunidade, se relacionando  com os seus pares, sem se isolar da comunidade majoritária.

Para o reconhecimento de sua identidade, é importante que o surdo se identifique com a  cultura surda, com sua língua, com seus costumes; por meio de relações sociais o sujeito surdo e também o ouvinte representarão seu próprio mundo, suas características e seu comportamento diante das vivências. Enfim, reconheça-se como surdo.



DIZEU, Liliane. COPORALI, Sueli. Ed. e Sociedade. Campinas, Vol. 26 . N 91. p.583-597, maio/ago de 2005

Resultados da pesquisa



  1. [PDF]Surdez - Ministério da Educação

    portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdez.pdf

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A FAMÍLIA DA CRIANÇA DEFICIENTE: REFLEXÕES



PONTO DE PARTIDA...

Na semana em que se reflete a Síndrome de Down, muitas instituições organizam caminhadas para conscientizar a população sobre a Inclusão. Neste momento,  faz-se necessário entender a relação familiar da pessoa deficiente. 

O nascimento de uma criança gera expectativas, sonhos, anseios,  isto é sabido.  Lidar com a rotina, com as reorganizações diante de um novo papel: ser pai/ ser mãe. A célula familiar é a primeira da qual todos nos participamos. Nela somos acolhidos, alimentados, recebemos calor e amor. O núcleo familiar é assim,  afetado por  determinantes sociais  e a ele também afeta.


Será através deste primeiros contatos que o bebê humano estabeleceremos contato com o mundo.  Aprenderemos a lidar com sucesso/fracasso; alegria/dor. Experenciamos um sistema de relações complexo que falará de nós e muitas vezes, por nós.
A família, segundo Buscaglia:
[...] 'desempenha importante papel na determinação do comportamento humano, na formação da personalidade, no curso da moral, na evolução mental e social, no estabelecimento da cultura e das instituições. Como influente força social, não pode ser ignorada por qualquer pessoa envolvida no estudo do crescimento, desenvolvimento, da personalidade ou do comportamento humanos'.  (1997, p. 78).
TIPOS DE FAMÍLIA:
 Magalhães (1997),  cita os seguintes tipos de família:
·Rígidas: famílias perfeccionistas, que mantêm normas rígidas e sanções desproporcionais; em geral apresentam dificuldades para manejar as crises evolutivas de seus elementos;
·Laissez-faire: famílias em que os limites não são estabelecidos, em que tudo pode; geralmente não oferecem condições que possibilitem a aprendizagem;
·Aglutinadas: famílias em que os limites interpessoais são difusos, muito voltadas para si, que apresentam certo isolamento da comunidade e dificultam a individuação e a identificação; e
·Desorganizadas: famílias em que não existem estrutura e coesão familiar; a autonomia exagerada pode provocar sentimentos de abandono.
"A chegada de um novo membro na família é sempre um momento de expectativas e de reestruturação na trama familiar. Começa um lento e gradual movimento de preparação do espaço familiar para a chegada de um novo ente. São mudanças que ocorrem nos aspectos emocional, comportamental, físico, social e econômico. Da mesma forma que a família vem sendo construída historicamente e se estrutura nas formas que a conhecemos hoje, a dimensão afetiva também se constrói historicamente e socialmente, desde que a perspectiva da chegada de um bebê se apresenta no enredo familiar. Inicia-se muito antes de o novo membro chegar a gestação de um sentimento de pertencimento desse novo ente a esse núcleo de relações elementares chamado família".
DIANTE DO DIAGNÓSTICO...
Segundo a ONU, há cerca de 500 milhões de pessoas com deficiência, das quais 80% vivem em países em desenvolvimento. Os dados do Censo de 2000 informam que 24,5 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, 14,5 % da população, número bastante superior aos levantamentos anteriores. 
Os pais podem entrar em contato com a deficiência de seu filho ora aceitando, ora negando. Algumas deficiências só podem se diagnosticadas após o parto ( é o cado do autismos), com a observação direta da criança e com exames clínicos imediatos. Mas, independente do momento em que os pais entram em contato com a deficiência de seu filho, a incerteza tende a invadir espaço. Como cuidar? o que esperar? há uma premente necessidade de  reorganizar a vida em todos os sentidos para que o equilíbrio possa ser retomado.
.Segundo Regen (1993), esses profissionais que atuam nas áreas correlatas, muitas vezes são despreparados para lidar com o contato com estas famílias: 
·Omissão e/ou transferência para terceiros;

·Transmissão de notícia de forma destrutiva;
·Minimização dos problemas;
·Transmissão de notícia de forma impessoal e distante.
Enfim, muitas famílias não encontram apoio em órgãos que deveriam auxiliá-las. Por outro lado, a falta de respostas levas tais famílias a buscas intermináveis por outros diagnósticos que possam mesmo que longíguamente, negar o diagnóstico inicial ou minimizá-lo. Muitas mãe, apresentam dificuldade para lidar com o bebê, e este sentimento de recusa se apresenta na falta de estímulos adequados a cada fase do desenvolvimento físico e intelectual.Com essas atitudes, buscam a negação de uma realidade e das incertezas.
ENFIM...
Precisamos, enquanto profissionais da educação, buscarmos respaldo técnico e prático para o contato com estas famílias. Valorizar os passos realizados  e acalmá-las nos momentos de ansiedade. A inclusão destas famílias no contexto escolar está para além da sala de aula. Nos propomos a novos desafios, descobertas e  enfrentamentos. E que venham sempre novas perguntas, para que nunca nos acomodemos ou pensemos que temos todas as respostas.